Ilha Bela
Ao invés dos Araraús eu quero é os pardais que me fazem prestar atenção as suas coreografias cotidiana. Apago da memória os engenhos velhos e tento ver o novo de forma bela, lúdica e lógica.
Cadê as fábricas que estavam aqui?
Que venham. No momento a fumaça das chaminés é apenas um detalhe, eu quero mesmo é me libertar, viver em sociedade, ser livre de alma, voz e pensamento, quero ter o direito de ir e vir... Silêncio... Por favor, contratem um corneteiro, toquem a Marcha Fúnebre... Onde havia alegria, união, festança da boa, cultura popular, trabalhadores sofridos, moças se emperiquitando pra casar, festa do mel, frota de Geeps que iam e voltavam buzinando para sua comunidade, galinha caipira todos os domingos, Rodeados de amigos vizinhos, namoradas, o jovem Catita, o nobre Parú o amigo Pixáco dentre outros.
Agora um vento de melodia triste canta suas almas e chora em meio ao canavial, o que era doce tornou-se amargo, o riacho de águas frescas e claras onde os poetas pernoitavam, morreu, sua nascente secou.
Por favor, contratem um fuzileiro peça pra que ele faça uma marcação de cortejo fúnebre diga pra o povo que o cenário é de tristezas, desilusões, fale que tudo está morto e que nada em sua superfície mais viverá apenas o canavial.
E agora como ficará o Hino do saudoso José Luiz?
Múcio Vicente.







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